EX-PREFEITO ÂNGELO FERREIRA E O ESQUECIMENTO CONVENIENTE DO PRÓPRIO PASSADO ADMINISTRATIVO

O ex-prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, que esteve à frente do Executivo municipal por quatro mandatos, voltou recentemente ao debate político local com críticas à atual gestão.

No entanto, suas declarações têm causado estranhamento em parte da população, sobretudo pelo tom adotado, que sugere uma gestão passada marcada pela perfeição administrativa — algo distante da memória coletiva de muitos sertanienses.

Ao criticar a administração atual, Ângelo Ferreira parece ignorar ou minimizar os problemas enfrentados durante seus próprios governos. Quem acompanhou de perto aquele período lembra que Sertânia viveu anos de estagnação, com poucas obras estruturantes, limitações no desenvolvimento econômico, perseguição a desafetos, sem mencionar o total desprezo as entidades sindicais, como o SINTEMUSE, que ele não recebeu para sentar por diversas vezes e não pode esquecer o visível marasmo administrativo que comprometeu o crescimento do município e sua escolha em privilegiar seus “grupinho” político, oferecendo as benesses do poder a alguns deles.

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Quem não lembra que seu filho foi colocando a disposição da assembleia para “trabalhar” logo quando eu ele assumiu a gestão no gabinete do seu deputado Diogo Morais? Outra coisa que não se pode esquecer que o ex-prefeito Ângelo Ferreira e seu filho ainda continuam a disposição daquele deputado.

Vale lembrar aos leitores que durante suas gestões, setores importantes como infraestrutura, geração de emprego e fortalecimento dos serviços públicos não avançaram no ritmo esperado para uma cidade com o potencial de Sertânia. Ao contrário do discurso atual, não houve inovação significativa em gestão pública, tampouco ações que pudessem ser consideradas revolucionárias ou “invenção da roda”, como agora tenta se apresentar.

A crítica política é legítima e faz parte do jogo democrático. No entanto, ela perde força quando desconsidera o próprio histórico. Para muitos sertanienses, soa contraditório ver um ex-gestor, cuja administração deixou a cidade à margem do desenvolvimento regional, assumir uma postura de fiscal rigoroso, como se não tivesse responsabilidade direta pelo cenário que hoje critica.

O debate público ganha mais quando é feito com honestidade histórica e reconhecimento de erros. Revisitar o passado é necessário, mas não com esquecimento seletivo. A população de Sertânia conhece sua própria história e sabe distinguir discurso político de realidade administrativa.

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