Faleceu na quinta-feira (25), aos 82 anos, o artista plástico Marcos Cordeiro, reconhecido por sua contribuição à arte e à cultura de Sertânia. A causa da morte não foi divulgada pela família.
Entre as obras que marcaram sua trajetória, destaca-se o monumento “Origens de Sertânia”, localizado na entrada da Prefeitura Municipal. A obra tornou-se um dos principais símbolos da cidade, retratando o amor do artista por sua terra natal e valorizando a história e a identidade sertaniense.

Marcos Cordeiro também carregava um importante legado familiar. Era filho do saudoso poeta e professor Waldemar Cordeiro, autor do Hino de Sertânia e uma das personalidades mais importantes da cultura do município.
O velório está sendo realizado na Capela São Vicente, em frente ao cemitério local. O sepultamento está previsto para as 16h desta sexta-feira (26).
Com a partida de Marcos Cordeiro, Sertânia perde um artista que eternizou, por meio de suas obras, a história, a cultura e o sentimento de pertencimento à cidade, deixando um legado que permanecerá como patrimônio para as futuras gerações.
O professor é doutor João Lúcio em suas redes sociais fez uma brilhante homenagem ao artista, veja abaixo:
Marcos Cordeiro (1944–2026)

A obra de Marcos Cordeiro nasceu de um lugar preciso: o Sertão. Não como paisagem idealizada, mas como território de memória, de cultura e de permanências. Foi desse universo que construiu uma linguagem artística singular, reconhecida muito além de Pernambuco, sem jamais romper o vínculo com a terra onde nasceu.
Pintor, desenhista, ceramista, gravador, poeta e cenógrafo, percorreu importantes espaços das artes visuais brasileiras e internacionais, recebeu distinções que marcaram sua trajetória e teve sua produção incorporada a acervos de referência. Participou também da construção da vida cultural pernambucana, contribuindo para a fundação da APECCO e da Expocose, compreendendo a arte como criação e como legado coletivo.
Em Sertânia, sua presença permanece inscrita na própria cidade. O painel cerâmico da Prefeitura é uma síntese visual de sua compreensão da história, do território e da identidade sertaniense.
Alguns artistas deixam obras. Outros deixam maneiras de olhar o mundo. Marcos Cordeiro pertence a essa segunda tradição. Sua produção permanece como parte essencial da memória cultural de Pernambuco e como um dos mais significativos legados artísticos de Sertânia.
Vai em paz, Marcos Cordeiro. O Sertão que inspirou a tua criação continuará guardando o teu olhar.🥀🤍
Joao Lúcio
