Durante anos, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Pernambuco construiu uma hegemonia política que, para muitos, representou o domínio de um pequeno grupo voltado mais para seus próprios interesses do que para o diálogo amplo com a sociedade e com outras forças políticas.
Basta lembrar alguns episódios marcantes da política recente. Um deles foi o rompimento com o Partido dos Trabalhadores (PT) no momento do Impeachment de Dilma Rousseff, que retirou do poder a então presidente Dilma Rousseff. Para muitos observadores, aquela decisão simbolizou o distanciamento de antigas alianças políticas e o alinhamento com setores que apoiaram o processo de impeachment.
No Recife, durante disputas eleitorais, também não faltaram ataques ao PT, numa tentativa clara de se descolar de antigos parceiros políticos. Essa postura reforçou a imagem de um partido disposto a romper alianças históricas quando isso interessava aos seus projetos de poder.
Em Sertânia, a história também guarda episódios de forte tensão política. Durante anos, lideranças ligadas ao PSB protagonizaram embates públicos com integrantes do PT, muitas vezes em programas de rádio e em discursos em praça pública, alimentando divisões políticas no município.
Além disso, críticas recentes apontam para práticas consideradas típicas da velha política, como indicações políticas e arranjos dentro de estruturas de poder — inclusive em articulações ligadas ao gabinete do deputado estadual Diogo Moraes na ALEPE, abrigando familiares do staff do PSB.
Para muitos sertanienses e pernambucanos, esse modelo político representou um tempo marcado por concentração de poder e pouca abertura ao diálogo.
Não dúvida que Pernambuco e Sertânia vivem um novo momento político e administrativo, com maior disposição para o diálogo, foco na coletividade e uma gestão voltada ao desenvolvimento social.
Sertânia respira novos ares: sem perseguições políticas, sem dedo em riste e, sobretudo, sem saudade dos tempos de coronelismo político.
O desafio agora é seguir em frente, fortalecendo uma política que olhe para o povo, para o desenvolvimento e para o futuro — e não para os velhos métodos de poder que marcaram capítulos difíceis da nossa história política.
