O jornal do Commércio desta quinta-feira, dia 21, dedicou um grande espaço em suas páginas para o que chamou de “xadrez eleitoral do PT-PSB. Vamos reproduzir aqui para os nosso leitores.

Ao se encontrar com nomes do PT e do PSB durante sua vinda ao Recife, no domingo (17), o ex-presidente Lula (PT) fez acenos a todos os seus aliados, seja os que
apostam no apoio dos petistas aos socialistas na eleição para a Prefeitura do Recife ou os que acreditam na viabilidade de uma candidatura própria do PT. Apesar de qualquer expectativa, o petista deixou o Estado sem o martelo batido em relação ao posicionamento da sigla no ano que vem.

Segundo pessoas que estiveram no almoço promovido pela governadora em exercício Luciana Santos (PCdoB), a reunião teve um tom de reencontro de Lula com aliados, após ter saído da prisão. Antes de se reunir com parlamentares, Lula almoçou reservadamente com o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB) e com a família Campos, com a qual cultiva relação devido a proximidade que tinha com o ex-governador Eduardo Campos, apesar do PSB ter rompido com o PT no âmbito nacional com a candidatura de Eduardo à Presidência e de ter votado a favor do impeachment de
Dilma Rousseff (PT). As duas siglas voltaram a se aliar nas eleições de 2018. “Foi um encontro afetuoso. Fomos dar um abraço de solidariedade”, disse o deputado federal João Campos (PSB), cotado para ser o candidato da Frente Popular no Recife.

Segundo o presidente do PSB PE, Sileno Guedes, o tema eleição não entrou na pauta. “Lula falou muito de conjuntura nacional e preocupações em unificar um conjunto de partidos que possam ter um pensamento comum no que diz respeito aos problemas que o Brasil atravessa na atualidade”, afirmou. Encontraram-se com o petista deputados de diferentes legendas da coligação: PCdoB, PDT, PP e o próprio PT. Para o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Tadeu Alencar (PE), o fato de Lula ter se reunido com os dois grupos mostra que ele não tem predileção. “O PT está conosco no governo (estadual)
e na prefeitura. O processo político vai avançar. A discussão política do ano que vem é diferente da que se tem hoje”, defendeu.

Para o deputado federal Carlos Veras (PT), um dos poucos presentes nos dois encontros, não há como medir o peso político de cada um deles. “Essa não era a intenção do (ex)presidente Lula, de fazer algum tipo de comparação ou enfrentamento. Lula não veio aqui para isso, ele veio para reencontrar os companheiros do seu Estado”, resumiu o parlamentar.

No jantar na casa da deputada federal Marília Arraes (PT), estavam apenas integrantes do PT. De acordo com os presentes, o clima também foi de confraternização. Segundo Marília, Lula reafirmou o seu discurso em defesa de candidaturas próprias do PT as eleições municipais. “Principalmente nas capitais e nas capitais onde candidaturas do PT tem pontuado nas pesquisas. Recife é uma das poucas que hoje a gente está nessa situação”, afirmou. Assim como João, Marília também é apontada como possível candidata a Prefeitura do Recife, o que implicaria em uma oposição ao candidato socialista.

Na disputa ao governo do Estado, Marília chegou a lançar sua pré-candidatura, mas foi rifada após o PT decidir apoiar a reeleição de Paulo Câmara.

A deputada estadual Teresa Leitão (PT) ponderou que ainda há tempo para definir estratégias. “Não se pode atropelar o processo. Foi só alguma opinião que foi emitida, e muito bem aceita”.

O senador Humberto Costa (PT), que se reelegeu em 2018 na chapa de Paulo Câmara, afirmou que Lula defendeu candidaturas próprias nas cidades onde for “possível e viável”. “Falou da importância exatamente disso para fazer a disputa de narrativa, de versão sobre os fatos acontecidos no País, mas não entrou em detalhes”, relatou. Presidente do PT PE, Doriel Barros, também presente, considerou que no 7º Congresso Nacional da sigla, marcado para os dias 22, 23 e 24 de novembro, o partido fará “um debate mais claro sobre quais estratégias e as ações o partido vai fazer no próximo ano”.

Fonte: Jornal do Commercio do dia 21.11.2019
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Esequias Cardoso
Esequias Cardoso foi policial civil durante 10 anos e hoje é professor concursado da rede oficial de ensino do Estado de Pernambuco, graduado e pós graduado em História, pela Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde - AESA e Universidade de Pernambuco - UPE respectivamente. Também é pós graduação em Gestão e Coordenação em Educação pela Universidade de Pernambuco - UPE. Atualmente faz Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Campina Grande- Campus Sumé-Paraíba PARA ENTRAR EM CONTATO CONOSCO LIGUE (87) 9.9648.1349 ou 9.9139.9084 (whats app)

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