O QUE FAZ TANTA GENTE NA PORTA DO PREFEITO DE SERTÂNIA?

Esta é a pergunta que mais se faz em Sertânia. O que faz quase todos os dias tanta gente na casa do principal chefe político de Sertânia?? Estará ele “alimentando” um danoso assistencialismo, tirando a dignidade dessas pessoas e dando-lhe algo que os constrange, ao invés de dar-lhes emprego, criando meio para tirar-lhes dessa dependência?

Como deputado e como prefeito, o político Ângelo Ferreira, pelo que se sabe, nunca tentou “criar” ou nunca buscou saídas para tentar acabar com o danoso assistencialismo que ele mesmo encabeça em Sertânia.

Como os coronéis do inicio da república, que usavam o artifício do assistencialismo, o prefeito Ângelo Ferreira, mesmo estando no poder, mesmo tendo sido deputado por três mandatos, mesmo tendo sido Secretário Estadual de Agricultura, mesmo sendo amigo pessoal do governador, pelo menos até hoje não encontrou ou preferiu não encontrar, uma saída para tirar algumas dessas pessoas, algumas até de baixo poder aquisitivo e pouca escolaridade, de sua dependência, da dependência de seu assistencialismo barato e nocivo, lembrando mais do que nunca a letra de uma canção de Luiz Gonzaga que diz: “uma esmola a um homem que são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.

Ano após ano estão ali, são pessoas que estão acostumadas com este assistencialismo e algumas já passaram isso de pai para filho, numa herança maldita e indigna para qualquer cidadão, que não precisa desse tipo de política que vicia, sendo cruel, perversa e que prejudica suas cidadanias. “Ele é o nosso anjo da guarda, sempre nos dar algo, 5, 10 reais e até mais. Rezo sempre para dar muita saúde ao doutor Ângelo”, disse um desses senhores que sempre marca presença na casa do atual prefeito e sem perceber que estava sendo gravado, também comentou que todas as vezes que ali vai sempre consegue “uma ajudinha”.

O fato é que há pelo menos 18 anos, o prefeito Ângelo Ferreira, usa e abusa do seu poder para “alimentar” uma massa famélica que se aglomera na porta de sua casa, enchendo-nos de vergonha e constrangimento, guardando uma certa semelhança com as ações dos famigerados coronéis da velha república.

Lá atrás nos anos do inicio do século XX, a fome do povo, em consequência da seca e a total ausência do poder pública, faziam aparecer a figura do CORONEL, que era parte de uma complexa estrutura de poder que tinha início no plano municipal, exercido com hipertrofia privada, sobre o poder público — o Estado —, e tinha como caracteres secundários o mandonismo, o filhotismo (ou apadrinhamento), a fraude eleitoral e a desorganização dos serviços públicos — e abrangia todo o sistema político do país, tudo isso durante a República Velha e era representado por lideranças municipais, exímios “entendedores da vontade popular”, possuindo com isso a “linha-mestra” de controle da população.  Como forma de poder político, a figura do Coronel consistia numa liderança local, o qual definia as escolhas dos eleitores em candidatos por ele indicados.

MUITA GENTE SE AGLOMERA NA CASA DO ATUAL PREFEITO. O QUE FAZ ALI???

Observamos com preocupação tudo isso, pois vemos nessa prática um possível tiro na nossa democracia, ferindo-a gravemente. Essas ações, pouco ou nada coibidas pelas autoridades, podem sim, influenciar nos resultados nas mais diversas eleições. A disputa torna-se desigual e sórdida.

É Triste observar todo este povo na porta de um político, quando este mesmo político, hoje no poder, poderia sim, criar meios para tirar esse povo dessa dependência. Só para ficar em um exemplo: Por que  o prefeito Ângelo Ferreira não “briga” para que a empresa Ferreira Guedes empregue mais sertaniense? Para isto, poderia trocar por incentivos fiscais, através de isenção temporário de ISS (Imposto sobre serviço), poderia fazer concurso para que estas pessoas estudassem e através de sua própria força de vontade e competência se empregasse, não ficando devendo favor a CORONEL NENHUM, mas o que ele de fato fez foi extinguir os cargos de baixa escolaridade do setor público municipal. Agora vigilantes, serventes, garis e outras funções só entrarão na prefeitura para trabalhar por indicação política. É PRECISO OFERECER DIGNIDADE A ESSAS PESSOAS E DIGNIDADE COMEÇA COM O EXERCÍCIO PLENO DA CIDADANIA.

A CHARGE MOSTRA COMO FUNCIONAVA O PODER POLÍTICO DO CORONEL NA REPÚBLICA VELHA, INICIO DO SÉCULO XX

Então caros leitores, vamos continuar a ver cada dia, a cada ano, essas pessoas se aglomerarem na porta do senhor Ângelo Ferreira, pedindo, o que muitas vezes já obrigação do Estado, do município oferecer, num verdadeiro descalabro e acinte a nossa jovem democracia.

Infelizmente estamos no século XXI, mas vivenciando práticas, costumes  e vícios do inicio do século XX. Os coronéis insepultos da velha república continuam, transvestidos da falsa modernidade política, do falso voto livre e quando se veem ameaçado em seus atos, correm para ameaçar os meios de comunicação buscando cala-nos. Não nos calaremos, pelo menos para isto ainda temos um sistema democrático ágil funcionalidade.

Gritemos pois!!! Mesmo que não nos escutem os falsos arautos da nossa democracia.

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Esequias Cardoso
Esequias Cardoso é professor concursado da rede oficial de ensino do Estado de Pernambuco, graduado e pós graduado em História, pela Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde - AESA e Universidade de Pernambuco - UPE respectivamente. Professor do Programa de escola Integral , atuando na Escola de Referência em Ensino Médio Olavo Bilac - Sertânia. Atualmente está fazendo especialização em gestão e coordenação em educação (pós graduação). PARA ENTRAR EM CONTATO CONOSCO LIGUE (87) 9.9648.1349 ou 9.9139.9084 (whats app)

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