Governador e prefeito por São Paulo, entre os anos 1947 a 1951 e 1963–196 e 1957 a 1961, respectivamente, Adhemar é dono de diversas obras pelo Estado e pela capital de São Paulo. Por seu estilo empreendedor e carismático — por vezes folclórico —, angariou uma legião de seguidores, chamados de “adhemaristas”.

Apesar de ter promovido importantes realizações, teve seu nome envolvido constantemente em denúncias de corrupção e desvios de verbas. O cacique político, que também exerceu atividades como empresário, ainda concorreu à Presidência da República em 1955 e em 1960, terminando, nas duas eleições, em terceiro lugar, e hoje o lema que o lembra, é usado para rotular alguns prefeitos pelo nosso Brasil a fora. Na quela época empreendeu obras no Estado paulista, mas não deixou de sofrer diversas denúncias, a população o aplaudia e por isso foi criado o lema que o acompanhou pela vida; “rouba, mas faz”.

“Gestor público que nada faz, que não empreende obras em seu município, em seu Estado, não tem como fazer o “velho” desvio. Temos pelo Brasil vários governadores e prefeitos honestos, que zelam pelo bem do povo, mas temos outros tantos que fazem da prática do superfaturamento e uso de empresas fantasmas uma constante visando se auto beneficiar”, frisou funcionário aposentado do Tribunal de Contas de Pernambuco.

É que alguns gestores desse nosso Brasil sabem que se nada fizerem fica difícil de fazer o famoso desvio de verba ou superfaturamento, “são as obras que os deixam ricos”, observou.

O Tribunal de Contas de cada Estado fiscaliza com maestria esses gastos, licitações e as contas de prefeituras e constantemente encontram “buracos”, mas são realmente as obras que se encontram a mal aplicação do dinheiro público.

É fato que diversas empresas foram criadas com intuito de ludibriar a fiscalização, fica difícil pegar algo errado se a empresa que ganha licitação está toda certa, mas já se sabe que algumas dessas empresas são responsáveis em apenas ceder notas fiscais, mas que quem realmente presta o serviço muitas vezes são membros ligados ao prefeito, como parentes e contraparentes. “Vejo que o TCE de todo Estado do Brasil tem se desdobrado para tentar acabar com essa máfia, mas o que se observa é que cada vez mais isso essa prática é aperfeiçoada, eles sempre criam uma maneira nova de ludibriar a fiscalização, é muito dinheiro envolvido. Alguns prefeitos já foram pegos de “calças curtas”, perderam mandatos e até foram presos, mas há de se reconhecer as limitações desses órgãos, pois eles não têm o poder de polícia, geralmente contam com o apoio do Ministério Público e da Polícia Federal e Polícia civil, mas faz-se importante que o cidadão fiscalize e denuncie”, disse o referido funcionário hoje aposentado do TCE.

Como Adhemar de Barros, tantos outros “empreendedores” pelo Brasil a fora sendo continuam sendo acusados de usurpar o dinheiro público, deixando a sociedade mais pobre e desassistida. Aliás sobre isso o ministro o STF Roberto barros, certa vez, em comemoração aos 30 anos da nossa Constituição disse que “Ela (a corrupção) desvia recursos que não vão para serviços públicos, que não vão para serem redistribuídos. Ela cria uma relação pervertida entre cidadania e o Estado. Cria um ambiente generalizado de desconfiança em que todo mundo pensa que pode passar o outro para trás. Estão errados os progressistas que pensam assim”. Segundo Barroso há dois tipos de corruptos: os que não querem ser punidos e os que são os que não querem ficar honestos, apesar dos escândalos já divulgados no país. Este segundo tipo, na opinião do ministro, são os piores. “Acaba sendo uma batalha muito difícil, quando não muito solitária, quando se precisa enfrentar os progressistas, a elite e os corruptos. Mesmo assim, acho que esse trem já saiu da estação e doravante, cada vez menos, a sociedade vai aceitar este modo desonesto com que se faz política e negócios no Brasil”, completou o ministro.

Por isso mesmo o atual Ministro da Justiça Sérgio Moro já declarou que vai sim estender a Lava jato para os municípios, ou seja, para investigar práticas abusivas de alguns prefeito pelo Brasil.

Então cidadão sejamos atentos, não aceitemos o clientelismo, que de certa forma é uma forma corrupta de manter o voto de cabresto, manter o povo subjugado, não aceitemos o “Rouba mas faz”, essa prática é danosa para a sociedade e certamente desemboca na falta de saúde, de saneamento básico, na falta de qualidade na escola e sobretudo na falta de transparência com a coisa pública. Aplauda as obras que por ventura o gestor realize, mas não esqueça também de cobrar o preço de cada um delas, pois o que mais se ver pelo Brasil a fora são obras superfaturadas deixando muito prefeitos com dinheiro em caixa para praticar o clientelismo e subjugar seu povo através do seu poder econômico. Fique de olho!!

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