A presidente do INEP, órgão responsável pela prova do ENEM revelou para a revista Veja pontos importantes de uma reforma pretende aliviar a pressão sobre o aluno. Ela também rebateu ataques ao exame deste ano.

Segundo Maria Inês Fini, doutora em ciências, fundadora das UNICAMP e mãe do ENEM, a filosofia da prova será outra. Ela frisou que o ENEM de hoje é bem elaborado, mas essencialmente  conteudista, fincado em um modelo enciclopédico de escola . “Os estudantes precisam saber tudo  de todas as áreas com profundidade, ainda que um vá seguir a carreira de médico e outro opte por sociologia ou economia. No novo exame, haverá uma primeira etapa igual para todos, só que ela não exigirá um mergulho tão repleto em detalhes, nomes e decorebas. Testará isto sim, a capacidade do aluno de combinar vários conhecimentos para chegar a uma resposta. Que não se confunda isso com superficialidade: a prova será interdisciplinar porque é assim que o mundo caminha”, disse.

A ATUAL PRESIDENTE DO INEP DISSE QUE O NOVO ENEM EXIGIRÁ DO ALUNO MUITO MAIS RACIOCÍNIO

Maria Inês esclareceu que não haverá mais prova especifica de química ou física, esclarecendo a presidente do INEP que com essa divisão todas as disciplinas serão englobadas através de seus conceitos. “Ele cobrará alta capacidade de raciocínio, ou seja, em vez de uma questão de física para avaliar o conhecimento de cinética, por exemplo, a ideia é perguntar ai aluno como esse capítulo da física pode ajuda-lo a resolver problemas ambientais. E adianto aqui, o desenho do exame que deixarei para a próxima gestão terá ainda uma segunda etapa, esta sim bem mais especifica. Quem quiser cursar engenharia fará apenas prova de ciências da natureza; quem mirar história ou geografia será avaliado nas ciências humano”, explicou, dizendo ainda que essas reformações serão para 2020 e as questões da prova que são 180, serão enxugadas.

A veja indagou a presidente do inep sobre a troca de governo e se isso não representaria um  risco para esse projeto e Maria Inês respondeu dizendo o presidente eleito e seu ministro da educação podem pensar diferente, claro, mas esse novo ENEM é fruto de um debate maior, quem já vem há 20 anos, que objetiva tornar a escola mais atraente e moderna, sendo portanto, reflexo da nova base nacional comum curricular e pertence ao mesmo pacote de mudanças do ensino médio.

Maria Inês foi indagada pela revista críticas direcionadas a diversas questões do ENEM deste ano e outras questões referentes, inclusive a Paulo Freire e ela de maneira muito elegante encerrou a entrevistada dizendo “tenho medo dessa ignorância ativa e dinâmica.  A educação brasileira não tem tempo a perder com isso”.

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