Nós, estudantes do Mestrado de Sociologia da UFCG, dos campi Sumé e Campina Grande,
vimos a público manifestar nosso apoio à democracia, mais especificamente à garantia dos
direitos fundamentais assegurados pela Carta Magna de 1988, que completa 30 anos de
existência.

Neste sentido, apartidariamente, declaramos apoio ao direito à vida, respeitando suas
particularidades, diversidade e integridades física e psicológica; ao direito de liberdade de
expressão e da liberdade de ideias, tão caros e necessários à produção de conhecimento e
desenvolvimento da prática educacional que visa à construção de uma nação brasileira forte, justa e equânime.

Nas últimas horas, houve ações que entendemos ser prejudiciais ao pleno exercício dos direitos acima listados, como o ocorrido ontem, 25/10, no sindicato dos professores, seção da ANDESSN em Campina Grande – PB, onde, cumprindo um mandado de busca e apreensão de panfletos do “Manifesto em defesa da democracia e da universidade pública” a Polícia Federal também apreendeu HDs dos computadores do sindicato, embora não estivessem na ordem expedida pelo juiz eleitoral. Os panfletos, objetos do mandado de apreensão, referem-se à defesa das liberdades democráticas, da universidade pública e gratuita, dos direitos trabalhistas e educacionais, bem como ao combate à perseguição, ao ódio e a ignorância. Estes temas são bastante pertinentes, posto que até a PGR, o STF e o TSE foram, nesses últimos dias, questionados, desrespeitados e ameaçados, no exercício de suas funções imprescindíveis ao Estado Democrático de Direito.

O país vive um momento de polarização política, no qual estamos esquecendo de defender
valores verdadeiramente consoantes com um projeto de nação democrática, constantes nesta moção e em vários manifestos que bradam em defesa de um Brasil democrático.
É preciso, portanto, trazer à luz a racionalidade para que se garanta o direito à livre expressão e à liberdade de pensamento, a fim de se construir um debate crítico, que chegue a toda a sociedade, em especial à escola/universidade, assegurando-se, além do direito à cátedra, o respeito a uma prática educativa livre e formativa de sujeitos que possam escolher autônoma e conscientemente seus próprios caminhos.

As universidades, os professores e todos que queiram uma sociedade justa e uma existência humana digna devem mover-se em direção ao respeito às instituições públicas, à livre manifestação, e ao diálogo, prerrogativas indispensáveis a uma nação democrática.
Nós, que somos estudantes e também professores, dizemos SIM a uma educação pública de qualidade, gratuita, autônoma. SIM ao direito à expressão, à pesquisa, ao pluralismo de ideias.

SIM à vida, à diversidade, à dignidade humana, às liberdades individuais. Dizemos SIM à
jovem democracia brasileira.

#DEMOCRACIASIM!
#EDUCAÇÃOPÚBLICASIM!
#DIGNIDADESIM!
#RESPEITOSIM!
#DIÁLOGOSIM!

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