A cada dia mais é possível ver porque os índices da educação de Sertânia despencaram na desastrosa gestão de Ângelo Ferreira.

Vimos no último dia 16 de agosto, professores na rua cobrando o enquadramento de seus salários, foram até a prefeitura, sequer foram atendidos.

Naquele momento parecia que o SINTEMUSE estava acordando de sua letargia e se posicionando a favor dos funcionários públicos municipais, que é o seu papel. Mas só parecia mesmo, pois tratava-se de mais um engodo, o SINTEMUSE voltou ao seu silêncio sepulcral, sem nada fazer, sequer conseguiu uma audiência com o prefeito, o que fez na realidade, foi enviar uma relação de TODOS os participantes do ato a secretária de educação para que punissem os participantes com falta e desconto no salário, o que deixar parecer é que o SINTEMUSE age combinado com a prefeitura, para impedir qualquer movimento. O que se observa é um sindicato capenga atendendo os interesses não dos seus sindicalizados, mas do patrão. Onde já viu???

A secretaria de educação, que hoje se encontra jogada as favas, se um titular, não perdeu tempo, e em seu afã de agradar o prefeito, fez aquilo que ele mais gosta, PERSEGUIR, efetuou o desconto de TODOS os participantes, e, não se deu o trabalho sequer de verificar que alguns estavam de folga naquele dia. Não ser que o prefeito implantou horário integral para os professores e ninguém soube disso.

Uma professora que não quis se identificar, surpresa com o desconto em seu salário, foi até a secretária de educação verificar o que houve, para variar encontrou corredores vazios, e a única pessoa que encontrou, foi o responsável pela emissão de contra cheques, que se limitou a informar que o sindicato enviou a relação dos participantes do ato e todos tiveram seus salários descontados, que a mesma procurasse a secretária de administração para resolver seu problema. Muito bonito isso!!!!

Diante dessa orientação, os professores procuraram o advogado da oposição Celestino Barros e foram falar com o secretário de administração, e ali no gabinete do secretário foram informados que o desconto partiu da secretaria de educação, o secretário prometeu entregar cópia do documento a tarde, pontualmente as 14:30h, mas apesar de insistentes idas a secretária o documento não foi entregue.

O advogado Celestino Barros, acompanhado do vereador Vando do Caroá, foi novamente à prefeitura e ali recebeu o recado que o secretário estava a tarde toda em reunião a porta fechada, incomunicável, e também por recado, solicitaram que a professora que se sentiu prejudicada, fizesse um requerimento para que o INDEVIDO DESCONTO de seu salário fosse analisado e talvez devolvido. É mole caro leitor???

A que ponto chegamos da perseguição, professores não podem participar de um ato em defesa de seus direitos, o SINTEMUSE mudo, agindo em conluio com o patrão, prejudicando os funcionários públicos.

Realmente a educação pede socorro, sem secretário titular, as pessoas que ali trabalham, sem o devido conhecimento técnico, tentam manter sua gratificação, fazendo a única coisa que conhecem: PERSEGUIR aqueles que possuem pensamento político contrário ao do prefeito e que lutam por seus direitos.

Enquanto isto, os índices da educação DESABAM, a população sofre, os alunos são prejudicados. . .

É a educação no abandono. Rezemos por dias melhores e coloridos e sem tanto cinza!!

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Esequias Cardoso
Esequias Cardoso é professor concursado da rede oficial de ensino do Estado de Pernambuco, graduado e pós graduado em História, pela Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde - AESA e Universidade de Pernambuco - UPE respectivamente. Professor do Programa de escola Integral , atuando na Escola de Referência em Ensino Médio Olavo Bilac - Sertânia.

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